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Diálogo Inter-Religioso

Vídeo: Make Friends video statement (Portugese subtitles).

 

Tendo em vista todas as atrocidades cometidas contra a liberdade religiosa ao longo da história, o século XX fez com que a intolerância e a tirania elevassem a proteção dos direitos humanos para o âmbito da responsabilidade universal. Há quatro principais documentos internacionais que universalizam o princípio da liberdade religiosa no século XX, o mais importante deles é a Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pelas Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, quando representantes dos 58 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em que se reconhecia uma série de direitos a todos os seres humanos, entre os quais se encontra princípios que regem um Estado Laico e a Liberdade Religiosa. O artigo 18° dispõe que: “Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular”. E o artigo 5°, inciso VI, dispõe que: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e às suas liturgias”. Além da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, três outros documentos internacionais significativos foram desenvolvidos no século XX com o propósito de promover princípios de liberdade religiosa: a Convenção Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (1966); a Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Intolerância e Discriminação com base na Religião ou Crença (1981); e o Documento Final de Viena (1989).  A Declaração Universal dos Direitos Humanos deve ser adotada e vivida na prática por todos os países, a fim de proteger o direito à liberdade religiosa dos cidadãos em todos os níveis. Certamente, é inquestionável, necessário eu diria, que haja a separação entre o Estado e a Religião, pois é extremamente desumano e indigno que o Estado de um país imponha que os seus cidadãos sigam uma determinada religião, promovendo-a como oficial. De maneira que isso só causaria conflito, agredindo a escolha e a vontade humana, bem como a opressão à liberdade de pensamento e de opinião, que não foi nada fácil de ser alcançada, e que ainda hoje é perseguida pelos extremistas. Já conseguimos chegar até aqui com a nossa indômita coragem, então vamos à frente em direção à nossa liberdade! Nada de tirania, fundamentalismo, fanatismo e radicalismo extremista.

 

Rosana de Cássia