União e Fraternidade
15 de outubro de 2018
Diálogo Inter-Religioso
20 de outubro de 2018

Unidade na Diversidade

 

     Toda religião, filosofia e toda literatura espiritual que tem como finalidade nos ajudar a evoluir, em busca da perfeição de si mesmo, que nos incentiva a nos amar, a praticar o bem sem olhar a quem, que colabora com a paz mundial e com a fraternidade entre os povos, é preciso ser respeitada com carinho e apreço. Que culpa pode ser imputada a Deus, e aos mestres espirituais, tomados como exemplo por haver violência em seu nome? Não poderia haver confronto entre as religiões, senão na mente doente dos homens. Precisamos aprender a não confundir Deus com religião, precisamos apreciar o conteúdo e não a forma, extraindo da aparência a essência, pois é nela que está a fonte. Indivíduos que propagam pensamentos acerca de Deus sem haver alcançado experiências próprias com a existência Divina são como o perfume sem cheiro, e o sol sem luz. De nada adianta, e para nada serve, são palavras mortas e vazias, é como correr atrás do vento. Deus é a árvore e as religiões são os galhos, e como galhos elas são muitas. No entanto, todas estão juntas, mas pensam elas estarem separadas. Assim, como pode uma religião discriminar outra religião, se a árvore que sustenta os galhos é uma só? Todos os seres buscam a Deus, mas poucos se dão conta de que todos bebem da mesma fonte. Não existem diferenças entre os seres de bem, porque o que nos serve e edifica são suas boas obras, e não a qual “religião” ou “filosofia” eles pertenceram ou pertencem. Não precisamos seguir algum fundador de religião, mas sim seguir o exemplo daqueles que praticam o bem e vivem o amor. Se nós tivéssemos que afirmar qual foi o melhor fundador religioso, ou qual religião é a melhor, acho que não teríamos condições apropriadas para julgar isto. Contudo, pensemos quantos feitos e quantas obras honrosas de homens e mulheres de bem no mundo já foram realizadas. E quantos de nós vemos esses frutos de amor sendo contaminados pela ignorância humana. Não é a religião que edifica, mas o conteúdo espiritual, não é o livro sagrado que faz um indivíduo ser uma pessoa de bem, mas o despertar da sua própria consciência. Não são as diversidades religiosas e culturais a causa dos conflitos, mas a pobreza da ignorância humana.

 

Texto retirado do livro O Poder da Unificação

Rosana de Cássia